terça-feira, 6 de novembro de 2007

Soneto de amor total


Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade....
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


*Vinícius de Moraes*


p.s.: Meu lindo, esse é pra vc.

2 comentários:

Leonardo disse...

Lindo meu amor... Nada como ser homenageado sob a batuta do poetinha... Sempre soube do seu bom gosto, vc de um ano e pouco para cá, quando te conheci conseguiu apura-lo consideravelmente!!!
Parabens!!!

Cinthya Rachel disse...

adoro essa "poesia"! muito obrigada pela visita, volte sempre! beijos