segunda-feira, 5 de novembro de 2007

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O meu mundo não é como dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de que!



*Florbela Espanca*

2 comentários:

Drica disse...

nossa já tinha ouvido falar desta escritora, mas não tinha lido nada dela ainda...me identifiquei tanto com este trecho q parece q esta falando d mim...adorei...vou procurar outros escritos dela pra ler, se vc tiver alguma dica, tipo algum livro dela ou poema especifico pra começar, vou adorar saber....bjao!

Anônimo disse...

Neste tormento inútil,neste empenho
De tornar em silêncio o que em mim canta.
Sobem-me roucos brados à garganta
Num clamor de loucura que contenho.
Ó alma da charneca sacrossanta,
Irmã da alma rutila que eu tenho,
Dize para onde vou, donde é que venho
Nesta dor que me exalta e me alevanta!
Visões de mundos novos,de infinitos,
Cadências de soluços e de gritos. Fogueira a esbrazear que me consome.
Dize que mão é esta que me arrasta?
nódoa de sangue que palpita e alastra...
Dize de que é que tenho sede e fome?!

(Tormento - Florbela Espanca)

Fr. Abs