sexta-feira, 9 de novembro de 2007

A língua lambe


A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos


*Carlos Drummond de Andrade*

5 comentários:

Ricardo Mainieri disse...

O mineiro Drummond em poesia erótica de alta qualidade.
Oralidade total!!!

Abs.

Ricardo Mainieri

Leonardo disse...

Drummond escreve e eu faço... Alta qualidade, oralidade total!!!

samuel rodrigues disse...

isso q he poema oral...
hahahaha
valeu....
alias comenta la no meu.....
valeu

anja disse...

Bah!
Vim visitar o teu cantinho.
Muito bom!
:))

Luilton disse...

eu não aprendo a gostar de poesia...

:)