sexta-feira, 27 de março de 2009

O último poema


Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

*Manuel Bandeira*

3 comentários:

Leonardo disse...

A esperança é que os últimos sejam os primeiros...

Kraxpelax disse...

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666; The Final Solution; and the Claim

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I am not anyone. I am unique.

- Peter Ingestad, Sweden

Antônio Sozinho disse...

Ô cantinho bom!